21 de outubro de 2007

Rodopio



Estou farto,
sinto a carência
vem sem indulgência
trespassa-me a alma
perco a calma

Não posso mais
viver neste tormento
de amor débil
sem cura,
nesta loucura

Este rodopio constante
causa-me tonturas
perco os sentidos
o tino,
neste desatino


5 comentários:

serenidade disse...

No rodopio da vida há que parar, sentir e seguir com a certeza que o rodopio é a vida a fluir, com consciência, com amor no coração, viver o momento plenamente, sabendo que o amanhã nunca vai suprir o que não foi feito hoje e que o ontem nunca vai acalmar a carência de hoje. Carência é ilusão, da espectativa que criamos e é falta de amor por nós mesmos, porque vamos buscar no outro o que não nos damos, então ansiamos que o outro nos dê - é complicado tomar consciência deste facto, mas se analisares verás a sua veracidade.... O rodopio que continue, pois a vida é fluir, não estagnar... apenas pára para te amares e amares que tu amas.:)

Serenos sorrisos

Papoila disse...

Não estejas farto de sentir assim com essa intensidade.
Desatina, perde os sentidos e...

Continua

beijinhos
BF

Bichinho disse...

Fantastico...

Beijo fantasma.

Claudia Perotti disse...

Esses desatinos que nos roubam a alma.

Sentido texto!

Beijinhosssss

SAM disse...

Desatina, tortura, rodopias e emerges... o instinto da sobrevivência prevalece e ele próprio, em fase em fase, faz acontecer transformações.

Linda e sensível..emociona a poesia.

Beijos