25 de agosto de 2007

Rua da Solidão

Vagueio pela rua
à procura da razão
desse amor mordaz
que me trepassa o coração
Cruzamentos sem sentido
estradas sem saída
caminhos cruzados
ruas de mentiras
Empedrados gastos
pela erosão
pelas vidas passadas
por quem se esconde da solidão
Tanta amargura
que já não tem cura
sem razão nem sentido
sem destino nenhum

4 comentários:

serenidade disse...

Muitas ruas se cruzam nas encruzilhadas da vida. Ruas cheias de vida e de imensa solidão. Solidão sentida no meio da multidão, entre conversas banais e até no momento de um enamoramento fortuito.
Solidão para comigo que não me preencho!!! A cura? Está em cada um de nós, nas ruas de solidão que preenchemos com nossa irradiação de bem-querer ou nas escadas das verdades que podem ser meras ilusões para culmatar a solidão!

Todos temos uma rua da solidão que, ingrata, parece gostar permanecer dentro de nós.

Bom fim de semana.

Serenos sorrisos de luz para iluminar a rua da solidão.

Papoila disse...

Nestas ruas de mentiras, e solidão virtual, me cruzei contigo e te acompanho no sentir...

Beijinhos
BF

Bichinho disse...

Será Lisboa?, beijo fantasma

Obscuridade Translúcida disse...

Esta foto é de Praga...